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Projeto gráfico
Kiko Farkas / Máquina Estúdio
18.70 x 28.00 cm, 32 pp.
ISBN 9788574063300
29,00
A bola e o goleiro
Infantil, 1984
     Conhecido pela alcunha de Cerca-Frango, o goleiro Bilô-Bilô era de uma incompetência espantosa debaixo das traves. Jogava num time fuleiro e, já no começo da carreira, colecionava os apelidos mais vexaminosos: Mão-Furada, Mão-Podre, Rei-do-Galinheiro.
     A bola Fura-Redes, por sua vez, era a alegria dos artilheiros. Fazia gols olímpicos, de efeito, de letra, de placa, de bicicleta, de folha-seca. Seus apelidos eram enaltecedores: Esfera Mágica, Goleadora Genial, Pelota Invencível e Redonda Infernal. Ela estava no auge, cotada até para ser a bola oficial da Copa do Mundo.
     Acontece que Fura-Redes se apaixona pelo frangueiro Bilô-Bilô e passa a fazer de tudo para cair nos braços do amado. O desastrado goleiro conhece então a glória dos estádios e se torna o ovacionado Pega-Tudo.
     No dia da partida em que o Rei do Futebol poderia marcar seu milésimo gol, Fura-Redes se encontra num dilema: seu grande amor, o agora Pega-Tudo, está justo na meta adversária. Terá ela a ousadia de impedir o milésimo gol do Rei do Futebol para aninhar-se nos braços do amado?
     Nesta narrativa infantil, a imparcial Fura-Redes - inimiga número um do zero a zero - acaba se apaixonando justamente por Bilô-Bilô, um goleiro que vivia às turras com as bolas mas que se deixa encantar pela generosa pelota. Com bom humor e romantismo, A bola e o goleiro mostra que dois seres com vocações opostas podem reconhecer a beleza de quem é diferente - e até se deixar conquistar por isso.
Alemanha, 1991


MINHA VIDA DE GOLEIRO
Luiz Schwarcz
O autor escreve sobre uma paixão que o acompanha desde a infância - o futebol - e narra passagens da história de seus avós e de seus pais, que vieram para o Brasil fugindo do nazismo.


     The Ball and the Goalie foi escrito em Salvador em janeiro de 1984. O filho do autor, João Jorge, lembra que o pai, “quando falava sobre futebol, usava uma linguagem antiga, cheia de termos ingleses: goleiro para ele era goal keeper, escanteio era corner”.
     Para escrever este livro, Jorge Amado teve então de atualizar seu vocabulário futebolístico. João Jorge registra ainda que a edição portuguesa de A bola e o goleiro inclui um glossário, pois muitos termos lusitanos ligados ao futebol são diferentes dos usados no Brasil.
     Além de ter sido publicado em Portugal, o texto ganhou traduções para o alemão, para o francês, para o italiano e para o espanhol. Trazia em sua primeira edição capa e ilustrações de Aldemir Martins. Em 2000, o livro ganhou novas imagens: os bordados de Antônia Diniz Dumont, Ângela, Martha, Marilu e Sávia Dumont, feitos sobre desenhos de Demóstenes Vargas.
     Os times do coração de Jorge Amado eram o Ipiranga, na Bahia, e o Bangu, no Rio de Janeiro - dois clubes de origem operária.
   
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Créditos | Fundação Casa de Jorge Amado
Apoio educacional: Volkswagen
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