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Projeto gráfico
Kiko Farkas / Máquina Estúdio e Mateus Valadares / Máquina Estúdio
21.00 x 14.00 cm, 184 pp.
ISBN 9788535917260
49,90
Cacau
Romance, 1934 | Posfácio de José de Souza Martins
     Filho de industrial, o sergipano José Cordeiro, conhecido como Cearense, não quer ser patrão: é operário e orgulha-se de sua atividade. Mas acaba despedido da fábrica por ter se relacionado com uma colega de trabalho, cobiçada também pelo patrão, seu próprio tio. Cearense decide procurar serviço em outro lugar.
     Duas opções se apresentam: São Paulo, ou a zona cacaueira, no sul da Bahia. Cearense escolhe a segunda, a região de Itabuna e Ilhéus, como tantos outros homens e mulheres que vai conhecendo na viagem de barco rumo à região. Ali, na zona do Pirangi, na Fazenda Fraternidade, desenrola-se sua história, tendo como pano de fundo as condições de trabalho nas plantações de cacau, onde os trabalhadores são obrigados a aceitar uma situação de semi-escravidão.
     Branco, cabelos louros, alfabetizado, Cearense destoa dos demais trabalhadores e chama a atenção de Mária, filha do coronel dono da Fraternidade. A relação com a moça vai colocá-lo mais uma vez diante da possibilidade de se tornar proprietário. No entanto, Cearense se mantém firme do lado dos trabalhadores - fala mais alto sua consciência.
     Marcado pelo engajamento do autor em sua juventude, o romance conquista pela combinação de crítica social, narrativa de cunho biográfico e retrato de época e lugar.
     
     “Li Cacau pela primeira vez no começo da adolescência: foi por seu intermédio que descobri então poder a literatura ser, mais que veículo de entretenimento, uma via privilegiada de descoberta do mundo; no caso, especificamente, da realidade brasileira.” - José Paulo Paes
Ilustração de Santa Rosa


Argentina


MANUAL DO AGRICULTOR BRASILEIRO
Carlos Augusto Taunay
Impresso pela primeira vez em 1839, esse manual não se limitou apenas aos assuntos agrícolas, pois ao prescrever medidas para dinamizar a economia escravista brasileira, apresentou uma série de propostas para os problemas mais agudos vivenciados pelo Império na primeira metade do século XIX.


     Segundo livro de Jorge Amado - depois de O país do Carnaval -, Cacau assume o olhar do trabalhador nas relações sociais: é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, Cearense. Esse ponto de vista é reflexo do engajamento ideológico do autor na época, evidenciado desde a epígrafe: “Tentei contar neste livro, com um mínimo de literatura para um máximo de honestidade, a vida dos trabalhadores das fazendas de cacau do sul da Bahia. Será um romance proletário?”.
     As marcas de uma literatura socialista ou de um romance proletário fizeram com que o livro fosse visto, em seu tempo, como subversivo. A primeira edição, de 2 mil exemplares, esgotou-se em um mês, depois de um incidente com a censura: a tiragem foi apreendida pela polícia, mas liberada no dia seguinte, graças à intervenção do então ministro do Exterior, Oswaldo Aranha.
     Além dos ecos da militância comunista de Jorge Amado, o romance remete à infância do autor. Comerciante sergipano, seu pai tornou-se proprietário de terras na região do cacau. O livro inaugura a série de panoramas sobre a vida na região cacaueira de Ilhéus, da qual fazem parte também Terras do sem-fim e São Jorge dos Ilhéus. Traduzido para o espanhol em 1935, Cacau foi o primeiro livro de Jorge Amado a ser publicado em outro idioma.
   
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