pt | en
Projeto gráfico
Elisa Cardoso/ Máquina Estúdio e Kiko Farkas / Máquina Estúdio
21.00 x 14.00 cm, 472 pp.
ISBN 9788535912913
57,00
Tereza Batista cansada de guerra
Romance, 1972 | Posfácio de Lygia Fagundes Telles
     Órfã de pai e mãe, a menina Tereza é vendida pela tia Felipa a Justiniano Duarte da Rosa, o capitão Justo. Nas terras dele, é tratada como propriedade, inclusive do ponto de vista sexual. Mas Tereza irá lutar até o fim contra as dominações a que se vê submetida.
     Surpreendida pelo capitão ao lado do amante Daniel, Tereza é obrigada a se defender das violências de Justiniano com uma faca. Presa, ela será libertada por Emiliano Guedes, usineiro rico e antigo admirador. Mandada para um convento, foge incentivada pela cafetina Gabi. Emiliano intervém mais uma vez e retira a jovem do bordel. Entregue a si própria e ao destino, ela vai para Sergipe, onde suas desventuras não cessarão: apaixona-se por Januário Gereba, um homem casado; combate uma epidemia de varíola, ao lado das prostitutas da pequena cidade de Buquim, dando auxílio aos doentes da “Bexiga Negra”; depois muda-se para Salvador, onde lidera um movimento de prostitutas, a “greve do balaio fechado”.
     “Peste, fome e guerra, morte e amor, a vida de Tereza Batista é uma história de cordel”, já adiantava a epígrafe do romance. Na saga dessa heroína não faltam atribulações e conflitos, que ela vai enfrentar com determinação inabalável. E o fim de sua história reacende uma luz de esperança que o cansaço não pode apagar.
     O espírito do inconformismo, da luta e da sedução (mas também o da recusa da sensualidade) garantem o lugar de Tereza Batista entre as grandes protagonistas de Jorge Amado.
Ilustração para Tereza Batista Cansada de Guerra


Argentina, 1979


     Tereza Batista cansada de guerra foi publicado em 1972 pela Livraria Martins Editora. A protagonista vinha se somar a outras figuras femininas criadas pelo autor, como Gabriela e Dona Flor.
     Tereza Batista encarna a revolta da mulher que recusa a condição de fragilidade, não aceita ser objeto e luta por autonomia. Cansada da guerra, ela não desiste de brigar. A personagem ganhou fama internacional: desde 1977 a sede do Clube Feminista Italiano, um antigo palazzo na Via Ragabella, em Milão, é chamada Casa de Tereza Batista.
     Quando do lançamento do romance, Jorge Amado já desfrutava de grande popularidade. Segundo conta o jornalista Geraldo Mayrink, na biografia Jorge, le rouge, o nome do escritor foi citado na imprensa cerca de trezentas vezes em apenas um mês, totalizando quase dez menções por dia, número alto até mesmo para presidentes da República. Naquele mesmo ano de 1972, o autor foi homenageado pela escola de samba Lins Imperial, de São Paulo, que desfilou com o tema “Bahia de Jorge Amado”.
     O romance foi adaptado para a televisão por Vicente Sesso. A minissérie, exibida pela rede Globo em 1992, tinha direção de Paulo Afonso Grisolli. O livro também foi publicado em Portugal e traduzido para mais de dez línguas.
   
Apresentação | Obra | Vida | Centenário
Notícias | Infantil | Professores
Créditos | Fundação Casa de Jorge Amado
Apoio educacional: Volkswagen
Para receber informações e notícias sobre
Jorge Amado