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Projeto gráfico
Kiko Farkas / Máquina Estúdio e Mateus Valadares / Máquina Estúdio
21.00 x 14.00 cm, 320 pp.
ISBN 9788535914528
62,90
Os pastores da noite
Romance, 1964 | Posfácio de Zuenir Ventura
     O casamento de Martim e Marialva provoca rebuliço na cidade da Bahia. O menino Felício é batizado em uma igreja católica do Pelourinho, mas tem como padrinho uma divindade negra, o orixá Ogum. A ocupação do morro do Mata Gato obriga os moradores a enfrentar o proprietário inescrupuloso e a polícia.
     Os pastores da noite é um romance formado por três episódios independentes, mas que guardam relação profunda entre si e personagens em comum.
     Na primeira história, a notícia do enlace do cabo Martim com a bela Marialva espalha-se e atinge o estado vizinho, Sergipe. Mestre do jogo de cartas marcadas, o malandro provoca o ciúme da cafetina Tibéria. Marialva, por sua vez, desperta o interesse de outros homens, especialmente Curió, que se apaixona pela mulher do melhor amigo.
     A segunda narrativa conta a história de um menino de olhos azuis, Felício, filho da alagoana Benedita e do negro Massu. Prestes a completar um ano, o bebê será batizado pelo pai em uma cerimônia religiosa marcada pelo sincretismo do rito católico com o candomblé.
     O terceiro episódio relata a invasão do morro do Mata Gato. O dono do terreno consegue um mandado para expulsar a gente do local por meio da força. Negocia-se a desapropriação, e a medida agrada aos moradores. Mas a solução acaba revelando um jogo de interesses espúrios para beneficiar políticos.
     As narrativas que compõem o livro caracterizam o universo da cidade de Salvador e do Recôncavo, onde os limites entre o convívio harmonioso e o conflito aberto são definidos diariamente. Em meio ao povo simples da Bahia, a solidariedade e a miscigenação são elementos que se refletem na amizade, no amor, na religião e no lugar onde se vive.
Ilustração de Aldemir Martins


Alemanha, 1967


NOVE NOITES (EDIÇÃO DE BOLSO)
Bernardo Carvalho
Em 1939, o antropólogo americano Buell Quain se matou, aos 27 anos, ao tentar voltar para a civilização, vindo de uma aldeia indígena no interior do Brasil. Sessenta e dois anos depois, ao descobrir o episódio por acaso, o narrador de Nove noites começa uma investigação obsessiva para elucidar o suicídio e acertar contas com a própria história.


     As três narrativas de Os pastores da noite formam um painel dos enfrentamentos sociais e dos laços comunitários e sincréticos que pautam a vida dos habitantes de Salvador, do Recôncavo e região. No romance, destacam-se personagens que marcam presença em outros textos do autor, somados aqui a figuras como o caboclo Jesuíno Galo Doido, a mãe-de-santo Doninha, a jovem prostituta Otália, o padre Gomes, neto de um obá de Xangô, e o sonhador Pé-de-Vento, que diz ter mandado buscar na França um navio com quatrocentas mulatas.
     Jorge Amado começou a escrever Os pastores da noite no final de 1963, na casa da rua Alagoinhas, em Salvador. O livro foi lançado em 1964. Em 1977, alguns trechos foram gravados pelo autor para a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
     A segunda parte do romance, O compadre de Ogum, ganhou existência independente a partir de 1995, quando foi adaptada para um especial de TV da rede Globo e passou a ser editada como livro separado. Em dezembro de 2002, a Globo apresentou nova versão de Os pastores da noite, em quatro episódios. Em 1975 a narrativa já ganhara destaque com o filme Os pastores da noite, dirigido pelo francês Marcel Camus.
     Os pastores da noite foi traduzido para dezessete idiomas.
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Créditos | Fundação Casa de Jorge Amado
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